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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Crítica: Supernatural 5x01 - Sympathy for the Devil

Foram meses de espera até a exibição do primeiro episódio da quinta temporada de Supernatural. O dia 10 de setembro foi marcado por uma campanha dos fãs da série no Twitter, que causou controvérsia e virou até notícia. Mas como não é disso que eu vim falar, deixo o link deste tópico se você quiser se inteirar no assunto.
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Vamos ao que interessa! [Pode conter spoilers! Se você não assistiu às temporadas anteriores ou a este episódio, leia por sua própria conta e risco. Aviso dado.]
Após uma rápida retrospectiva da temporada passada ao som de Thunderstruck, do AC/DC, vemos nossos heróis, Sam [Jared Padalecki] e Dean [Jensen Ackles], assistirem a um portal de sangue se abrir, libertando ninguém menos que Lúcifer. O som ensurdecedor que é a voz do anjo caído é subitamente interrompido quando os irmãos Winchester se vêem, sem explicação, em um avião que passava pela cidade onde ficava a capela da qual o chifrudo estava escapando. Um turbilhão de luz branca explodiu pela cidade, quase derrubando o avião. Então, finalmente matando a curiosidade de todos os fãs, conhecemos a nova abertura, que é simplesmente espetacular. A melhor até agora, sem dúvida. De volta à narrativa, é em um carro alugado que, indo em busca do anjo e amigo Castiel [Misha Collins, agora membro fixo do elenco], eles ouvem no rádio os primeiros sinais do apocalipse: furacões, treinamentos nucleares, gripe suína... Mas espere um pouco, isso é o que está, de fato, acontecendo no mundo! Sacada de mestre do criador da série e produtor executivo, Eric Kripke, que também escreveu esse episódio.

Chegando na casa de Chuck [Rob Benedict], o profeta, ele lhes diz que Castiel está morto, assassinado pelos arcanjos. E essa cena rende, acredite se quiser, bons momentos cômicos, que, desde a primeira temporada da série, são perfeitamente bem equilibrados com o drama e o suspense da trama, quebrando um pouco o ambiente pesado. O humor ainda continua, mesmo que muito sutil e ironicamente, quando o desprezível anjo Zacharias [Kurt Fuller] surge para explicar a Dean que o fim do mundo é agora e que ele teria que lutar. É claro que Dean deu um jeito nele e nos anjos que o acompanhavam.
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Mesclando ótimas cenas cômicas, como a hilária participação da personagem Becky [Emily Perkins], com cenas de teor fortemente dramático, sem nunca deixar de lado a ação e o suspense, o episódio segue sem deslizes, oferecendo ao telespectador muito mais do que o prometido.

A jornada emocional de Nick [Mark Pellegrino] que o leva a aceitar ter seu corpo usado por Lúcifer é um ponto altíssimo. Pellegrino consegue passar diversos sentimentos simultaneamente em uma atuação impecável. E por falar em atuação, Padalecki e Ackles evoluíram significativamente desde o início da série até agora. Quando entram em cena, enterram-se completamente sob a pele de seus personagens, que com o passar do tempo só ficam mais complexos. Jim Beaver também deu, mais uma vez, um show de representação com seu Bobby, o conselheiro e principal figura paterna dos garotos. E, ao contrário do que Genevive Cortese fez com Ruby, Rachel Miner não deixou a peteca cair e encarnou uma Meg tão boa quanto a que conhecemos na primeira temporada. Collins, como sempre, dá uma aula de atuação vestindo o terno e o sobretudo de Castiel – que tem uma entrada triunfal no episódio.
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Todos os aspectos técnicos também não fizeram feio. A fotografia sombria se mantém no mesmo nível de qualidade desde sempre; e a trilha sonora, que mistura rock clássico com música instrumental composta exclusivamente para o show, se encaixa com perfeição em cada cena.


Ah, um brinde à legenda da Equipe Ghostfacers! Qualidade e rapidez em um material feito de fã para fã.
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Nos próximos episódios teremos a volta de personagens como Jo [Alona Tal] e Ellen [Samantha Ferris]; além da participação de Paris Hilton, que será um metamorfo que se transforma... Em Paris Hilton!
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Você confere, no YouTube, a promo do próximo episódio, "Good God, Y'All", clicando aqui.
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Essa temporada promete, sem dúvida, ser a melhor da série e, provavelmente, uma das melhores da programação 2009/2010.
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Até!

sábado, 25 de abril de 2009

Top 5: Séries

Shoppings, museus, cinemas, teatros, boates, bares, restaurantes, cafeterias, blá blá blá... Por mais que se tenha opções de lazer, algumas vezes a melhor forma de se divertir é ficar em casa fazendo algo que se goste. Eu, particularmente, adoro assistir a séries. Lendo o blog de uma amiga, vi que ela tinha feito um post com tops, e como eu gostei da ideia, resolvi imitar descaradamente. Agora, sempre que der vontade, vou postar uma lista sobre qualquer tema, apontando o que mais gosto. Enfim, resolvi começar falando sobre minhas séries preferidas. Lá vai.

5º lugar: FRIENDS
Com um elenco realmente bom e que tem uma química difícil de ver por aí, a comédia, que infelizmente acabou em 2004 [mas ainda está em exibição], não podia faltar por aqui. O roteiro ágil e inteligente aborda de forma cômica situações que acontecem na vida de todo mundo. A série equilibra muito bem a comédia com o drama, e as personagens são extremamente cativantes. A série, que esteve no ar por dez anos, lançou Jennifer Aniston ao estrelato e sempre contou com participações especiais de grandes nomes, como Julia Roberts, Brad Pitt e Bruce Willis. Impossível não gostar.

4º lugar: GREEK
Uma dramédia que mostra como é a vida no sistema de fraternidades e irmandades das grandes universidades norte americanas. O assunto é clichê, mas a série consegue deslizar de modo sutil por tudo isso, sendo de uma originalidade que reflete bem o que se passa na cabeça dos universitários. Um dos pontos altos da série são suas citações, que ironizam o próprio mundo dos seriados televisivos, além de tratar vários tabus com a maior naturalidade do mundo, sem fazer o alarde que costumamos ver por aí. Temos uma história leve e engraçada, com críticas por vezes sutis, por outras rudes, do estilo de vida que tem predominado no mundo em que vivemos. Paixão à primeira vista, digo, ao primeiro episódio.

3º lugar: CHUCK
Uma sátira sensacional ao mundo da espionagem que vemos por aí em superproduções do cinema e livros campeões de vendas. O enredo gira ao redor de um nerd que, ao abrir um e-mail de um antigo amigo da faculdade, passa a ter guardado em seu cérebro todos os segredos do governo. A partir daí ele passa a ser monitorado pela CIA e pela NSA, e enquanto luta para extrair as informações de sua cabeça, se transforma pouco a pouco em um espião. Ao contrário da maioria das séries, Chuck não perde a qualidade ou mantém seu nível estagnado: só cresce. A cada episódio vemos a realidade da história se expandir, mas de forma clara e inteligível, e não enchendo o expectador de perguntas que nunca são respondidas, como Lost. Medalha de bronze conquistada com louvor pelo balanceamento perfeito entre ação, suspense, comédia, drama e romance.

2º lugar: TRUE BLOOD
Imagine um mundo onde existe sangue artificial e vampiros circulando livremente entre os humanos, lutando para serem aceitos na sociedade. É neste universo, com manchetes como "Angelina adota bebê vampiro", que gira esta fascinante história sobre os imortais que vivem em uma pequena cidade caipira. Alguns clichês que sempre dão certo, alguns efeitos trash genialmente mixados com outros dignos de filmes blockbusters, atuações impecáveis, um cenário que pode ser tão tranquilizante quanto assustador e vários outros trunfos dão ao seriado sangrento minha medalha de prata. Vale lembrar que Anna Paquin [a Vampira dos filmes de X-Men] ganhou o Globo de Ouro 2009 por seu trabalho representando a protagonista desta história.

1º lugar: SUPERNATURAL
Sou um fanático por esta série que acompanha dois irmãos que viajam de carro [Um Chevy Impala '67 preto. Quero um. Meu aniversário é mês que vem. ^^] caçando todo tipo de criatura que assombra os pesadelos mais sombrios. A grande tacada da história é deixar os monstros e todo o universo sobrenatural apenas como pano de fundo, sendo o foco do enredo o relacionamento entre os irmãos e como eles levam suas vidas solitárias enquanto são conduzidos para o apocalipse, cercados por anjos e demônios. Ouso dizer que é a melhor série do gênero que já existiu. Já na quarta temporada e renovada para uma quinta, a série nunca perdeu o nível. Pelo contrário: todos os detalhes de todos os episódios de todas as temporadas conduziram a história ao nível de tensão em que se encontra agora. O olho da tempestade está cada vez mais próximo. É uma pena que seja tão pouco conhecida. Se você ainda não assistiu a nenhum episódio, é hora de colocar uma nova tarefa a sua lista de coisas para fazer antes de morrer. Roteiro excelente, direção fantástica e atuações sensacionais andam lado a lado com os ótimos efeitos especiais, levando em consideração o baixo dinheiro com o qual a série conta. Uma mescla de drama e comédia disfarçando um tom sombrio e pessimista, com ótimo suspense e algumas cenas de tirar o fôlego, além da excepcional trilha sonora que envolve a história com grandes clássicos do rock. Medalha de ouro conquistada com grande vantagem sobre os oponentes.

Bom, tá aí. Aceito sugestões de temas para futuras listas. Poste nos comentários seu próprio top 5 de séries. Hahahaha, me senti colunista de qualquer um desses grandes sites de entretenimento agora. Mas é sério, poste. ¬¬