
Há algum tempo eu estava querendo colocar uma nova seção aqui no blog: a de críticas. E nada melhor para começar que HP6, visto que sou pottermaníaco. Claro que além de filmes no cinema, vou criticar DVDs, CDs, músicas, bandas, séries, restaurantes e o que mais me der vontade. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.
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A cena inicial se passa imediatamente após "A Ordem da Fênix", mostrando Harry e Dumbledore no Ministério da Magia, sendo vítimas de flashes de várias câmeras fotográficas. Um ótimo meio de vincular os dois filmes. Daí pulamos para uma cena com teor cômico, e desta para uma mais séria, e para mais motivos de risadas, e de volta para a seriedade. E é nesse ritmo que a história se desenrola, mesclando muitíssimo bem o humor e o romance com o drama, sempre com um toque de suspense e apreensão devido ao retorno de Você-Sabe-Quem. Aliás, todo o clima sombrio do filme é retratado na direção de arte impecável e na fotografia bastante obscura.
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Há, no entanto, alguma cenas que não existem nos livros. Nenhuma delas me foi incômoda. Muto pelo contrário, elas só ajudaram a dar o tom da trama e a levar o espectador rumo ao clímax. Mas eu não entendi o - e aqui há spoilers, pule a parte em branco itálico se não quiser lê-los - ataque à toca. A cena em si foi ótima, e a expressão desolada da sra. Weasley [interpretada pela excelente Julie Walters] ao ver sua casa pegando fogo rendeu um dos momentos mais emocionantes do filme. Mas depois nem se tocou no assunto. Que consequências a destruição d'A Toca trará para "Relíquias"? Mais 5 minutos de fita seriam suficientes para dar uma continuidade plausível e não fariam mal a ninguém.
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E já que falei em atuação, vale ressaltar ainda Helena Bonham Carter na pele de Bellatrix Lestrange. Em cada palavra proferida, em cada olhar e em cada movimento ela consegue transmitir toda a raiva e a loucura contidas em uma de minhas personagens preferidas. Também não posso deixar de lado Alan Rickman, que mais uma vez nos presenteou com um Snape perfeitamente igual ao que a grande maioria dos leitores imagina e que, neste filme, acrescentou ao personagem uma ambiguidade - quem já assistiu ao filme sabe do que estou falando - extremamente intrigante. Palmas ainda para Tom Felton, que conduziu com excelência o significativo crescimento de seu personagem, Draco Malfoy, no enredo. Michael Gambon nunca me convenceu com seu Dumbledore, mas neste filme - e há mais spoilers aqui, pule o branco itálico para não ler - que encerra a participação, pelo menos em vida, do personagem na história, ele me surpreendeu. Jim Broadbent como Horácio Slughorn foi sensacional, até melhor do que eu imaginei, ouso dizer. Além disso, é claro, a qualidade da atuação do trio principal [Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson] evoluiu muito. E quer saber? Todo o elenco é espetacular. Estou ansioso para ver o Rufo Scrimgeour de Bill Nighy [o Davy Jones de "Piratas do Caribe"] em "Relíquias".
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Sobre as cenas, me sinto, como fã, na obrigação de destacar minhas preferidas, as que me decepcionaram e as que senti falta. E aqui há muitos spoilers, então, se você não gosta deles, já sabe o que fazer, né? Logo no começo do filme, quando Harry e Dumbledore vão à casa de Slughorn, eu senti que invadiram minha mente para fazer a cena. Estava exatamente como eu imaginei. A pequena luta entre Harry e Draco que resulta no Sectumsempra também me deixou em êxtase. O funeral de Aragogue, então... Risadas garantidas! A cena da caverna foi muito melhor do que eu esperava. As alterações feitas na cena da morte de Dumbledore, na torre de astronomia, deixaram ainda melhor o que já era ótimo, principalmente quando Harry obedece Snape e fica quieto, mostrando que ele finalmente confia no antigo professor de poções. Confiança que não dura muito. Da invasão a Hogwarts, eu esperava muito, mas muito mais. O que aconteceu com a batalha? Esqueceram dela? Era, de longe, a parte mais empolgante do livro. Senti muita falta. E eu também esperava muito mais dos treinos e da partida de quadribol, mas gostei do que vi. Fora isso, o filme me impressionou bastante.
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"Enigma" é a prova de que David Yates é o cineasta que melhor dirigiu a série, conduzindo-a muito bem para seu desfecho, que será dividido em dois filmes. Quem não leu os livros pode se sentir um pouco perdido, mas nada que impeça de entender o complexo e admirável universo criado por J.K. Rowling.
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É, sim, o melhor filme da saga e, se tudo continuar como está, será ultrapassado por "Relíquias". E assim espero. A ida ao cinema e o preço do ingresso - que anda bem caro - valem muito a pena. Eu, pelo menos, pretendo rever o filme várias vezes.
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Sem mais. o/
