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sábado, 3 de outubro de 2009

Festival do Rio 2009

Eu disse que ia postar, não disse? Cá estou.

Para eu não ter que pegar trem ou ônibus, meu pai me deixou direto no metrô. \o/ Só que isso me rendeu tempo, então acabei chegando mais cedo… A solução? Passei direto pela Cinelândia e só desci no Catete. De lá, tomei o metrô na direção contrária e desci na Cinelândia. Isso anulou meu adiantamento temporal. Subir os degraus do trem subterrâneo na estação da Cinelândia rumo à superfície é indescritível. Todos aqueles prédios clássicos contrastando com os modernos… E ali na esquina da praça Floriano, aquele prédio clássico cujo interior conserva o luxo dos cinemas de antigamente: o Odeon.

Mas é claro que não podia dar tudo certo, então o Victor se atrasou um pouco. Heauhaeiheaea! Enquanto esperava, me distraí observando as pessoas que passavam pela praça. No centro do Rio existe todo o tipo de gente que se pode imaginar. É perturbadoramente fascinante. Ele chegou e entramos. Pelo tapete vermelho, diga-se de passagem. Todo mundo entrou pelo tapete vermelho, mas deixa eu me sentir importante? Obrigado.

Quando entramos na sala, o cara que recolhe os ingressos estava furando os tickets alheios, como nos velhos tempos… E quando lhe entreguei o meu, ele rasgou! Isso mesmo! Rasgou! Fiquei revoltado e quase pulei em cima dele. Desgraçado. ¬¬

Já acomodados em nossas poltronas, ficamos admirando a arquitetura do lugar. Sempre faço isso quando vou ao Odeon. É hipnotizante. Recomendo. [Ok, chega de exageros.]

A apresentadora subiu lá e anunciou a equipe do curta e do longa a serem exibidos, a equipe fez um pequeno discurso e tal… E começou. Não lembro do nome do curta, mas lembro que não gostei. História bobinha demais, que seria menos pior se não fosse o estilo stopmotion de filmagem. Achei chato. O longa, Belair [um documentário sobre a produtora de mesmo nome] foi igualmente chato e entediante. Mas tudo bem, foi aplaudido por minutos. Gosto não se discute. Nessa sessão estavam presentes Matheus Narshdjshuahsdgtergaile [?????] e aquela empregada de “Se Eu Fosse Você”, cujo nome me escapa da memória.

Sessão acabada, saímos do cinema, demos a volta e voltamos para a fila, para a próxima sessão. O imbecil, mais uma vez, rasgou meu ingresso. Mas pelo menos dessa vez rasgou o de todo o resto. Essa sessão, sim, foi ótima! Passadas as apresentações, discursos etc, o curta começou. Se chamava “O Príncipe Encantado” e contava a história de um assassino de aluguel contratado para matar uma prostituta em São Paulo, pelo pai de seu filho. Parece clichê? À primeira vista, sim. Mas o enredo, a direção, a fotografia, o elenco… Tudo contribui para uma ótima história que manteve a plateia amarrada por uma tensão que não se vê por aí com tanta facilidade. Gostei muito! O longa metragem, “Antes Que O Mundo Acabe”, já começou bem: com uma narração divertida logo na abertura de excelente direção de arte. Conta a história de um garoto de 15 anos que, enquanto lida com o fato de ter recebido uma carta de seu pai biológico que nunca conheceu, tem de balancear isso com o drama de melhor amigo sendo acusado de ladrão por sua causa e a namorada problemática. Atuações muito boas, principalmente para o elenco juvenil. Roteiro e direção maravilhosos, que contam um drama que tinha tudo para ser meloso, mas se mantém leve e descontraído. É aquele tipo de filme que você começa a assistir sorrindo e assim o termina. As personagens são cativantes e o equilíbrio entre drama e humor é impecável. E o melhor: vai entrar em circuito comercial. Recomendo! Nessa sessão, estava presente Emílio Orciollo Neto. [Escreve assim?] É aquele que grita “MIIIIIIIIIIIIIRRRRRRNAAAAAA!!!” Se tinha mais algum famoso além desses três citados, não reparei. [Quer dizer, havia diretores, roteiristas, fotógrafos etc renomados, mas não são o tipo de pessoa que você reconhece se vir na rua.]

Filme terminado, fomos pela praça Floriano. Eu ia pegar o metrô e Victor seguiria para a av. Presidente Vargas, para pegar o ônibus. É claro que a entrada que eu escolhi estava fechada. Então tive que ir até o outro lado da praça para embarcar. Chegando ao Nova América, meu pai me buscou de volta e, antes de virmos para casa, paramos para um cachorro quente. Ah, as tradicionais carrocinhas de cachorro quente, hambúrguer, churros, milhos, tapioca… Existem várias espalhadas pelo Rio alegrando estômagos de todos os tipos. Quem é carioca, sabe.

Amanhã tenho ingresso para mais dois filmes. São documentários… Vamos torcer para que sejam bons! De qualquer forma, o dia de hoje só serviu para salientar ainda mais uma coisa óbvia: eu sou apaixonado por cinema. [Mesmo que meu conhecimento sobre este não seja tão amplo quanto eu gostaria.]

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Félix Felicis

Que eu troco qualquer boate, barzinho ou programas que todo mundo ache o máximo por uma ida ao cinema, não é segredo pra ninguém. Assistir a um bom filme na telona é algo que considero extremamente mais divertido que beber ou dançar o tuntitunti. E também não é segredo que eu sou um grande fã da série Harry Potter. Tenho mais motivos para gostar do que simplesmente "achar a história legal". Foi esta série que fez com que eu me apaixonasse pela leitura e pelo cinema, expandindo de forma surpreendente meu interesse e conhecimento cultural e meu círculo social. Devo a Harry Potter alguns de meus melhores amigos. Mas esse não é o caso. Este post é para contar sobre como foi bom ir à sessão de meia noite e da imensa sorte que tive. Tenho certeza que alguém derramou um pouco de Félix Felicis na minha Pepsi. E a quem fez isso, só tenho a agradecer.
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Enfim, vamos ao que interessa. Com nossos ingressos já comprados há dias - claro! - eu, Maurício e Victor marcamos de nos encontrar no Norte Shopping às 22h. Cheguei lá por volta de 21h50. Maurício já estava lá e muita gente já estava na fila. Muita gente mesmo. Sabe aquelas filas imensas de banco? Não são nada comparado ao que enfrentaríamos. Sim, enfrentaríamos, mas não foi necessário. Estávamos na entrada do corredor das salas, esperando Victor chegar, quando o gerente avisa que a fila não poderia ser na porta da sala 06, como estava acontecendo, e que todos teriam que sair e esperar na entrada para o corredor das salas. Atrás de nós. Pois é, não mais que de repente, éramos os primeiros da fila. Nesse ponto Victor já tinha chegado. Um pouco atrás da gente, estava a Carol, que não víamos desde a formatura. Papo vai, papo vem, e acabamos conversando com a moça que recebia os ingressos na entrada. Ela não sabia que a sessão começava meia noite. E quando descobriu, ficou nervosa. Junte a expressão de desprezo de Paola Bracho ao boneco-palhaço de Jogos Mortais. Juntou? Então, a cara que ela fez dava mais medo. Nisso ela começou a desabafar sobre as idiotices que aturava ali. Uma delas, presenciada por nós: A cada minuto chegava algum imbecil - sim, imbecil - e perguntava se aquela era a fila para HP6, se era legendado, pra qual sala era. Um bando de imbecil. Estava escrito bem grande no ingresso qual era a sala, horário e tudo. [Ah, é, três idiotas compraram ingresso para as 21h e pouca e, por engano, foram à sessão de meia noite. Qual é o problema dessa gente?! Não sabe ler?!] Enfim, além de tudo escrito no ingresso, há dois corredores de salas, cada um com apenas uma entrada, ou seja, apenas uma fila. Um tinha uma placa bem grande dizendo "SALAS 1-5" e o outro, "SALAS 6-10". Sério, visto isso, o que precisa perguntar? É pra irritar mesmo?
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Papo vem, papo vai. Babacas vêm, babacas vão. Aí o gerente vem, bem antes das 23h, abre a sala e deixa entrar. Fomos os primeiros a entrar na sala. Era a maior sala do cinema. E ficamos nos três melhores lugares. Aqueles lá atrás, na última fileira, exatamente no meio, sabe? Sem nenhuma chance de gente gorda ou cabeçuda sentar na sua frente e atrapalhar o filme. Carol ficou ali pertinho, umas duas fileiras à frente, com a irmã e mais dois seres que eu não conheço. Logo chegou lá no canto do cinema um cara com um carrinho de pipoca, ao qual apelidamos de tia que vende doces no Expresso Hogwarts. E a sala foi enchendo. Tinha um monte de gente de cosplay - alguns distribuindo panfletos do Hogwarts Day. Chegavam pessoas de todas as idades. Uma hora levantei para ir ao banheiro e, saindo da sala, vi entrando um casal de velhinhos. Fiquei tão feliz de ver a melhor idade abrindo mão de dormir às 18h pra ver HP... *_* Enfim, de volta à sala, vejo entrar a Adriana, que estudou comigo até a oitava série. Chamei, mas ela não ouviu, e como eu não ia ficar gritando que nem um doido no meio do cinema, deixei pra lá. Depois de postar aqui, mando um scrap. Também vi muita gente que "conheço do orkut".
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Sala lotada. Gente sentada no chão, por falta de lugar. Sim, venderam mais ingressos do que deveriam. O da Carol foi um desses, denuncio mesmo. Heaehauihieaiaehiuaeh!
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A meia noite se aproxima. Centenas de contagens regressivas sem sucesso. Então, todos desistem delas e começam a gritar "começa, começa, começa". E as luzes se apagam lentamente. Na velocidade de uma tartaruga aleijada, a sala escurece. E começam os trailers. O primeiro foi o de Lua Nova. Quando começou, todas as garotas gritaram como loucas. Quando apareceu o lobisomem lá, gritaram mais ainda. Bando de puta virgem que nunca viu homem [como gritou algum indivíduo no cinema]. Heaueaiheau! Então passou o trailer de G.I. Joe - A Origem de Cobra. Sim, o filme dos Comandos em Ação. A história, tenho certeza, é uma merda, mas deve ter algumas cenas de ação legais. Não lembro se passou mais algum trailer, porque nesse ponto eu já estava em transe.
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E eis que surge, feito de metal velho e coberto de névoa, o símbolo da Warner. E foi aí que todo mundo gritou. E gritou muito. Dois anos de espera não é pouca coisa. Quando apareceu na tela o título "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", os gritos diminuiram e todo mundo começou a prestar atenção no filme. É claro que gritaram quando apareceu o Harry, o Dumbledore, o Rony, a Mione, o sapo de chocolate, o poste, a sujeirinha na janela... Eu sou chato pra ver filme, gosto de ver em silêncio absoluto. Mas confesso que, no cinema e em clima de estréia, eu adoro a gritaria que o povo faz. Ainda mais quando é algum filme de uma série que eu goste muito ou sei que vou gostar ou whatever.
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Sobre o filme? Adorei. Adorei mesmo. Enigma é, de longe, o melhor filme da série até agora. Supera fácil todos os outros. Mas vou postar minha crítica - sim, vou fazer uma - mais tarde em outro post, porque esse já está grande demais.
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Então até a próxima. E à pessoa que derramou Félix Felicis na minha Pepsi, muito obrigado. Você me proporcionou um dia extremamente agradável e cheio de surpresas que será sempre lembrado.