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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Choque de [Des]Ordem

Nunca fui lá um grande fã de rotina, mas tenho a minha: acordo, vou pra academia, depois volto pra casa, tomo banho e tomo o café da manhã assistindo àquele programa que passa na Record, com o William Não-Sei-Das-Quantas, falando das notícias mais recentes do Rio. Aí, hoje, estou assistindo e ele fala de uma dessas operações de choque de ordem que o Eduardo Paes tá com mania de fazer. Sou a favor delas, camelô realmente atrapalha e tal, mas enfim... Foi na av. Dom Hélder Câmara [nossa querida Suburbana], na altura do Norte Shopping. Reconheci o lugar, é bem em frente mesmo, do outro lado da avenida. Aquilo realmente era um inferno, cheio de camelôs e tal. Mas não é esse o ponto ao qual quero chegar. Parece que também rebocaram umas kombis. Ou foi isso, ou entendi muito errado. Kombis são uma porcaria? Sim. A maioria é mais cara que ônibus? Sim. Atrapalha o trânsito? Sim. Mas sabe por que elas estão aí? Porque passam em lugares que os ônibus não passam, facilitando a vida de muita gente. Sem falar no horário, porque muitas linha de ônibus demoram uma eternidade pra passar e param de circular relativamente cedo. Ou seja, quem trabalha, estuda ou simplesmente sai pra se divertir até tarde não tem direito a transporte público que preste? Tem que ter carro ou gastar um dinheirão com táxi? Transportes públicos, principalmente numa cidade como essa, tem [Que nervoso escrever "tem" no plural sem usar acento. Odeio as novas regras da gramática.] que circular praticamente 24h por dia. E não me refiro só a ônibus. Trens e metrôs também. Claro que não precisa circular às 3 da manhã com a mesma frequência que às 6 da tarde, mas convenhamos que ficar plantado no meio da rua de madrugada esperando transporte numa cidade segura e tranquila como o Rio não é lá das coisas mais agradáveis. Eduardo Paes bem que podia se dedicar a isso com o mesmo empenho com que se dedica a acabar com o comércio informal.

[E se a rede de transportes públicos for responsabilidade do governo do estado, e não do município, perdoem-me por fazer-lhes perder tempo.]