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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

2009: Uma Odisséia na Bienal do Livro - Parte II

Depois de muito andar, Gabi e Maurício desaparecem [ui!] e vamos eu, Victor e Bruno atrás deles. Aparentemente, estavam na Saraiva. Entramos lá e Bruno também sumiu. [Está sentindo a semelhança com Scooby-Doo?] Então eu e Victor saimos da Saraiva - ainda intransitável - e vasculhamos nos estandes ao redor. Em um deles, havia um tabuleiro de xadrez deeeeeeeeeste tamanho, com peças medievais e que se moviam sozinhas ao toque de uma varinha. Dou uma bala para quem adivinhar que jogo especial era esse. Eu fiz uma força desumana para não comprar... Mas, de fato, pagar oitenta e tantas edições de vinte e tantos reais é complicado. Ali, Maurício finalmente retornou uma das nossas milhares de ligações e nos encontramos na Saraiva. Todos estavam vivos. Por enquanto. Muahahaha!
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Andamos mais, e mais, e mais... E fomos parar na Record. Lá, comprei "Nick e Norah", porque vi o filme e morri de rir, e "Vampiratas - Capitão de Sangue", porque sou fã da série e esse foi recentemente lançado no Brasil. Claro, como essa editora publicará nacionalmente a série "Diários do Vampiro", que acaba de ganhar uma adaptação televisiva, além de muitos livros super legais, estava lotada. Mas não tanto quanto a Saraiva. A Rocco era outra que não cabia mais gente, e o atendimento estava horrível! Os funcionários tratavam os clientes como lixo. "Editora Rocco: serviço porco." [Lema já famoso... Concordo plenamente. Ótimas histórias, mas péssima qualidade de material e atendimento.]
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Encontrei também com Thiago, Roberta e Camilla, que estavam com uns amigos lá. Logo depois de encontrar com eles, reencontro Renata e ela se despede, pois já ia embora.
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Andamos, andamos, andamos... E mais gente sumiu, mas todo mundo sempre acabava se achando. E andamos mais e mais. Acredite, andar lá era uma tarefa extremamente difícil. As pessoas paravam no meio do caminho e não se moviam por nada. Eu merecia um prêmio por minha paciência.
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De repente, ouvimos vários gritos histéricos de garotinhas de 10 anos de idade. Investigamos e descobrimos que Dado Dolabelaadormecida estava lá dando autógrafo. Me pergunto o que ele estaria autografando lá. Livro não podia ser, porque esse cara não sabe escrever. Ou sabe? Enfim, isso foi na Panini, que já era do lado da Saraiva, então... É, ou você aprendia a voar, ou ficava parado. Andar estava fora de cogitação.
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Mais tarde, Gabi, Maurício e Bruno foram embora. Eu e Victor ainda estávamos com fome de livros, então ficamos mais tempo. O bom foi que nessa hora, tudo começou a esvaziar e pudemos circular livremente. Na Saraiva, comprei os três primeiros da série "Crepúsculo". [Pois é, podem apedrejar.] Depois fomos parar na Comix - sempre lotada - e eu encontrei "Stardust" e "Criaturas da Noite", de Neil Gaiman, por 9,90! É lógico que comprei!
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Um dos maiores trunfos da noite foi nossa barganha triunfal [não é, Victor?!] com um vendedor aí para abaixar o preço de "Drácula", de Bram Stoker. Era 45,00. Saiu por 30,00. Pena que quem levou foi Victor, porque eu já estava esgotado. Ele também comprou Watchmen! Mas foi dividido em dois. Eu ainda quero a edição especial com capa dura, folha especial e aquela frescurada toda. Faço questão.
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Não posso esquecer da minha jornada - em vão - pedindo a miniatura da torre Eiffel, a armadura medieval, os módulos de dragões, etc etc etc...
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Dados por vencidos, resolvemos sair de lá. Estava chovendo. Imagine voltar do pântano, digo, Rio Centro, debaixo de um temporal, para a civilização... Foi super emocionante. Me senti o próprio Indiana Jones correndo para proteger os livros da chuva.
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Olhar as luzes da cidade do topo da serra Barra-Grajaú [or something like that] foi ótimo. Sim, por mais que eu reclame do Rio, fico super entretido olhando a cidade do alto, principalmente se for de noite. De volta à parte urbana da cidade, me despedi do Victor e peguei o 639 de volta. Imaginem aquelas senhoras de 70 anos que voltam para casa completamente tortas carregando o peso das compras do mês. Agora eleve à décima potência: era eu chegando em casa, umas 22h. Preciso de uma coluna nova, porque a minha já não serve mais. Será que existe transplante? - NOT
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Bienal cansa, dói o pé, ferra com as costas, é longe pra caramba... Mas voltar para casa repleto de lembranças - e livros! - de lá é um sentimento inigualável. Para quem gosta de ler, é claro. Em 2011, estarei lá de novo, com certeza!
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A missão de agora é aproveitar o Festival de Cinema do Rio. Mas, depois da bienal, estou completamente zerado. Quer me ver feliz? Então faça já sua doação!
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Para doar R$7,00, ligue para 0800-0590-07.
Para doar R$15,00, ligue para 0800-0590-15.
Para doar R$30,00, ligue para 0800-0590-30.
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Ajude a mudar a vida de um cinéfilo! Faça já sua doação!
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[Brinks. Ou não.]
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Até! o/

2009: Uma Odisséia na Bienal do Livro - Parte I

20 de setembro de 2009. Último dia da Bienal Internacional do Livro, maior evento cultural do país. [Pelo menos é o que diz o site.] Enfim, estou eu, 7h e pouca da manhã, tomando banho quando Maurício me liga dizendo que já está no ponto que marcamos me esperando. Detalhe, marcamos às 8h. Tudo bem, eu estava em tempo e ele que estava adiantado. Terminei de me arrumar e saí - sem comer nada.
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Chegando no ponto, Maurício me apresenta ao amigo dele, Bruno, e pegamos o 638. Descemos perto da UERJ e fomos andando para lá, onde nos encontraríamos com Victor e Béa no Planeta do Chopp. [E.T.telefone.minha.casa -oiq/] Enquanto esperávamos, tomamos um café da manhã super saudável em um bar de elite que tinha por ali. [Salsicha empanada em bar pé-sujo.] Enquanto comíamos, Victor apareceu. Béa não foi porque estava/está morrendo e se recusa a aderir ao meu tratamento infalível: tomar mel.
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Pegamos o 268 umas 9h e logo estávamos naquela estrada de serra que vai do Grajaú pra Barra. Or something like that. Ao som de Red Hot Chili Peppers - um brinde ao iPod do Victor. Depois de vinte e sete anos viajando na velocidade da luz, chegamos ao fim do mundo, digo, Rio Centro. Entramos perto do pavilhão laranja, mas o segurança disse que a entrada era pelo verde. E lá fomos nós contornar aquele grande monte de metal. Depois de trinta e duas horas, chegamos ao verde. Compramos os ingressos e entramos. A princípio, achei tudo muito caro. Mas era o último dia da bienal e logo, logo, os preços cairiam drasticamente.
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Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos mais um pouco e andamos. Entrando em todos os estandes, praticamente. [Eu enchendo a mochila de marcadores de páginas. Coleciono. Se você tiver vários e não souber o que fazer com eles, dê para mim.] O estande da Ediouro´, no pavilhão azul - o mais importante e com as melhores/maiores editoras - estava com 40% de desconto. Em tudo! E a Marcia, que nos atendeu, era super legal. [oiqpegael]. Lá, comprei "O Curioso Caso de Benjamin Button" em quadrinhos, "Eu, Robô" e "Contos de Vampiros". Lá, encontrei com a Renata, amiga virtual que fiz uns dias antes da bienal e que, bem, não é mais virtual, oras! Conversamos enquanto Victor decidia o que comprar. [Maurício e Bruno tinham ido ao - intransitável - estande da Saraiva.] Livros comprados, nos despedimos da Marcia [T_T] e fomos ao estande da Saraiva encontrar com eles.
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Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, compramos novos pares de pés, andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, andamos e andamos mais. Deu a hora do almoço e fomos para a praça central. Lutamos com selvageria para conseguir uma mesa [tudo lotado] e nos sentamos. Renata, que tinha ido com a amiga Yasmin ao pavilhão verde depois da Ediouro, me mandou uma SMS dizendo que estava perdo da "coisa grande e vermelha". Reflitam... Enfim, fui buscá-la e elas ficaram um tempinho na mesa com a gente. Depois foram andar mais, porque já tinham comido. Como Gabi estava chegando, esperamos por ela para pedir.
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Ela chegou - com a câmera!, ficamos quase uma hora decidindo onde comer e terminamos com Mister Pizza para eu, Maurício e Bruno e amostra grátis, digo, porção de batat frita para Gabi e Victor. Depois de enfrentar filas assustadoras, estávamos todos comendo. Saciados, descansamos mais um pouco e, adivinhe só! Andamos, andamos, andamos...
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Continua.